105 A ARMADILHA ÉTICA DO “IMPULSO HUMANO” (A)CRÍTICO NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: REFLEXÕES ÉTICAS E DESAFIOS NO PÓS-HUMANISMO Mateus de Oliveira Fornasier1 Fernanda Viero da Silva2 Marco Antonio Compassi Brun3 1. INTRODUÇÃO “O homem é o lobo do próprio homem” — afirmou Thomas Hobbes. Por mais óbvia que essa afirmação possa parecer contemporaneamente, ela se aplica à forma como nos relacionamos. Ainda, em meio à era digital e da hiperconectividade (Magrani, 2019, p. 20) essa lógica pode prevalecer para nos dar indicativos e insights sobre quais caminhos devemos seguir rumo à ética algorítmica mesmo que isso implique em romper lógicas tradicionais e inverter alguns 1 Doutor em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos, Brasil), com Pós-Doutorado em Direito pela University of Westminster (Reino Unido). Professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado) em Direitos Humanos da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). Integrante do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Tecnologias de Informação e Comunicação. E-mail: mateus.fornasier@gmail.com. 2 Mestre em Direito. Doutoranda em Direito pelo Programa de Pós-graduação Stricto Sensu emDireito da Unijuí. Especialista emDireito Digital e Proteção de Dados pela Escola Brasileira de Direito. Bolsista CAPES/PROSUC e integrante do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Tecnologias de Informação e Comunicação. E-mail: fefeviero@gmail.com. 3 Mestre em Direito. Doutorando em Direito junto ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (PPGD). Especialista em Proteção de Dados: LGPD & GDPR pela Fundação Escola Superior do Ministério Público e Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Integrante do grupo de pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Tecnologias de Informação e Comunicação. Advogado. E-mail: marcoantonio_brun@outlook.com. DOI: https://doi.org/10.29327/5734110.1-6
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