Inteligência artificial e algoritmos

263 Diego Pinheiro da Silva, Blanda Helena de Mello, Marta Rosecler Bez e Sandro José Rigo Figura 2 – Exemplo de documento anonimizado Fonte: Elaborado pelo autor (SILVA, 2023b). Os documentos anonimizados passaram por uma rigorosa revisão de profissionais da saúde, onde na próxima etapa (anotação de dados) sinalizariam caso houvesse alguma identificação (dos itens mencionados anteriormente) ou uma possível ligação com um paciente. Em todo o processo, os profissionais da saúde não relataram nenhuma identificação, resultando no sucesso da técnica e, garantindo assim, a anonimização dos documentos e o benefício ao estudo com o uso dos dados não estruturados. 6. CONCLUSÃO Os resultados apresentados neste estudo evidenciam que a anonimização de dados em saúde é um dos processos mais para garantir a proteção da privacidade dos pacientes, ao mesmo tempo em que viabiliza a reutilização segura das informações em pesquisas científicas e aplicações de inteligência artificial. A análise realizada confirma que, diante do crescimento exponencial dos registros eletrônicos de saúde, torna-se inviável depender exclusivamente de métodos manuais de revisão e extração de informações, reforçando a necessidade de abordagens automatizadas e cientificamente fundamentadas. O modelo proposto neste trabalho demonstrou a viabilidade de aplicar técnicas de pseudo-anonimização em dados oriundos de prontuários eletrônicos, permitindo que informações clínicas essenciais fossem preservadas sem comprometer a identidade dos indivíduos. Essa abordagem equilibra a demanda por segurança da informação e a manutenção da utilidade dos dados, condição para estudos que envolvemmineração de textos, aprendizado profundo e outras técnicas avançadas de análise.

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