Inteligência artificial e algoritmos

289 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, REDES SOCIAIS E LIBERDADE DE CONSUMO: DESAFIOS ÉTICOS E A URGÊNCIA DE REGULAÇÃO DAS PLATAFORMAS DIGITAIS DE REDES SOCIAIS Mateus Panizzon1 Patrícia Montemezzo2 1. INTRODUÇÃO A difusão das plataformas digitais de redes sociais baseadas em inteligência artificial tem transformado significativamente os modos de interação social, os processos de construção da subjetividade e, sobretudo, os comportamentos de consumo. No centro dessas mudanças encontra-se o uso massivo de dados pessoais, operado por algoritmos que monitoram, interpretam e influenciam escolhas individuais de maneira progressivamente automatizada e invisível. As redes sociais, inicialmente concebidas como espaços de expressão e convivência, passaram a desempenhar papel central na mediação de desejos, opiniões e decisões, especialmente no que se refere ao consumo de bens, serviços e informações. Neste cenário, a liberdade dos indivíduos — enquanto fundamento da autonomia e da cidadania — encontra-se tensionada por mecanismos tecnológicos de persuasão e manipulação comportamental. A capacidade dos sistemas algorítmicos de mapear prefe1 Pós-doutor pela UFRGS, Doutor em Administração pela PUCRS/UCS, Mestre em Administração pela UCS, Professor/Pesquisador em Anticipatory Governance na Business School da UCS, no Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP). 2 Doutoranda em Administração pela UCS, Mestre em Direito pela UCS, professora de Graduação e Pós-graduação na UCS, advogada. DOI: https://doi.org/10.29327/5734110.1-14

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