Inteligência artificial e algoritmos

Arquivo e memória do dia 8 de janeiro de 2023: do registro a documento 44 coletiva como testemunhos da ameaça e, ao mesmo tempo, da necessidade de fortalecer a democracia. 1.3. Rastros da Destruição Na interface digital do protótipo a bandeira pode ser o leitmotiv de uma narrativa da destruição. Ao rolar a tela a partir desse modo de visualização podemos ver todas as imagens que o algoritmo de visão computacional detectou a bandeira, seja ela no mastro ou servindo de capa para os golpistas. Nas imagens do 8 de janeiro esse símbolo nacional aparece em meio aos escombros, ressignificado pela violência dos atos (Figura 4). Figura 4 – Captura de tela do protótipo do 8 de janeiro, modo de visualização por objeto-bandeira. Fonte: Interface de acesso aos vídeos de 8 de janeiro. Disponível em: https://acervos-digitais.github.io/oito-um-interface/time/. Essas imagens revelam não apenas o vandalismo contra o patrimônio público, mas um gesto calculado de deslegitimação institucional. Obras de arte, objetos de design, móveis históricos e símbolos nacionais foram violentados em uma tentativa de reduzir a materialidade da democracia à ruína. Cada dano físico carrega, portanto, uma dimensão simbólica, ao quebrar vidros e rasgar telas, buscava-se ferir a própria ideia de nação. Esse rastro de destruição, no entanto, não se limita à violência material. Ele se inscreve também como tentativa de silenciar memórias. Monumentos, obras e edifícios constituem camadas da história

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