Inteligência artificial e algoritmos

Inteligência Artificial na justiça criminal: entre a inovação tecnológica e os desafios éticos e jurídicos na proteção dos Direitos Humanos 64 interpretar ou por interpretarem mal as evidências estatísticas. De igual forma, é relevante observar que a IA nunca deve substituir o papel essencial da expertise humana e a decisão sempre deve ser humana (Sessa et al., 2024). Ferramentas de IA auxiliam as unidades de prevenção ao crime e agências de inteligência na investigação de atividades cibernéticas suspeitas, na aplicação da lei e na resolução de crimes cibernéticos, como golpes, ataques de vírus, violação de dados, transações suspeitas, roubos de identidade e crimes financeiros. A integração da IA, ML, aprendizado profundo, algoritmos complexos, big data e redes neurais revolucionou a extração de evidências, a identificação de suspeitos, a detecção digital de crimes, monitoramento de conversas telefônicas suspeitas, padrões comportamentais incomuns, rastreamento das atividades dos criminosos no ambiente online, monitoramento de acesso a sites ilícitos. Esses modelos processam e analisam os dados para que sejam consideras evidências digitais admissíveis em tribunais. Também auxiliam na previsão de eventos futuros, identificar reincidentes, determinar fontes de comunicação, verificar as redes sociais e as mídias, detectar espionagem e ciberterrorismo. Os modelos de processamento de linguagem natural analisam dados de diversas fontes, incluindo registros de e-mails e postagens em mídia social, classifica esses dados por emoções, linguagem, tópicos e identificam indivíduos, datas, mensagens, fatos, instituições, documentos, conexões, relacionamentos e informações relacionadas ao crime. Eles também analisam sentimentos de texto nas comunicações dos indivíduos nas mídias sociais e plataformas eletrônicas (Faqir, 2023). Sistemas de IA preditivos, apoiados na modelagem geoespacial e na utilização de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), são utilizados para mapear a criminalidade, identificar “pontos críticos” e prever futuras concentrações de crimes. A polícia está utilizando ferramentas focadas em indivíduos de risco e em locais de risco para “penetrar profundamente na fase preparatória de crimes que ainda não foram cometidos, bem como para escrutinar crimes já cometidos”. Como exemplo, cita-se que na Europa, a “Interpol gerencia o Banco de Dados Internacional de Imagens de Exploração Sexual Infantil (ICSE DB) para combater o abuso sexual infantil”. Neste sentido, como avanços para combater a exploração sexual infantil registra-se

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