65 Haide Maria Hupffer e Renata Fröhlich ações que vão desde analisar móveis, carpetes, cortinas, acessórios de quarto, ruídos de fundo e como outros itens comuns identificáveis que estão em vídeos ou imagens, como também com a utilização de Chatbots que agemcomo pessoas reais para combater o aliciamento e ao “turismo sexual” infantil por webcam. Chatbots e avatares são criados por agências de inteligência e pela polícia para identificar infratores em salas de bate-papo e fóruns online. (Završnik, 2020). O uso de Sistemas de Armas Autônomas e seu impacto no princípio humanitário de distinção, um dos pilares do Direito Internacional Humanitário, também está sendo questionado sobre aspectos jurídicos e éticos. Esses sistemas dedicam-se a substituição de pessoas no processo de tomada de decisão militar, alterando de modo significativo a realidade no campo de batalha contemporâneo. Portanto, podem ser definidos como sistemas que realizam a identificação e a avaliação de alvos, além de atuarem em combates hostis, sem a necessidade de uma intervenção humana. Contudo, esse processomostra-se complicado e comresultados imprevisíveis, uma vez que trabalham com a percepção e interpretação ativa do ambiente, e simultaneamente, com as consequências de suas prováveis ações futuras. Mesmo um sistema operando com total autonomia, essa autonomia não é absoluta, tendo em vista que podem surgir situações não previstas. O nível de autonomia se torna variável, como é o caso de alguns sistemas de defesa aérea, onde o operador humano pode escolher entre ativar o modo totalmente autônomo ou apenas optar por uma configuração que demande a confirmação ou rejeição do operador a quaisquer soluções geradas de maneira autônoma pelo sistema (Güneysu, 2024, p. 2-8). A autonomia não precisa somente ser alimentada por IA via aprendizado profundo, mas os algoritmos simples podem ser utilizados para gerar soluções sobre a escolha de se atacar ou não um determinado edifício, dentro dos parâmetros em que foi programado. Com o auxílio do aprendizado de máquina, o sistema seria capaz de aprender a desempenhar tarefas por meio do treinamento, uso e parecer humano. O modelo humano-controlador permite que as decisões finais sobrematérias críticas, como engajamento e direcionamento, sejam executadas por pessoas, em contraposição ao modo “in-the-loop”, em que o sistema de arma autônomo adquire alvos e é responsável por tomar a decisão final de atacar (Güneysu, 2024, p. 2-8).
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