Inteligência artificial e algoritmos

Prefácio 8 IA, ele é fruto de um profundo desejo de conhecer, portanto, nasce de uma “Ignorância Atenta”, o que podemos considerar outro tipo de IA, aquele que nasce da curiosidade. Por mais variados que sejam os treze textos que compõem este livro, o leitor irá encontrar neste sucinto prefácio uma breve reflexão sobre cultura, arte e sociedade. Neste campo, o que chamo de “campo da imaginação aplicada”, não há como obliterar as inúmeras vezes que o Cinema nos colocou diante da Inteligência Artificial, muitas vezes construindo narrativas nada animadoras sobre o futuro da nossa relação com esta nova tecnologia. James Cameron em 1991, mostrou na grande tela o que aconteceria se as máquinas se rebelassem contra a humanidade. Em determinado momento do filme – “Terminator II” Sarah Connor apresenta aos espectadores o pesadelo do que seria uma guerra nuclear iniciada pelas máquinas. Conforme a narrativa do filme, a Skynet (IA fictícia) é aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, em agosto de 1997. Tão logo as decisões estratégicas sobre defesa ficam a cargo desta Inteligência. Em 29 de agosto do mesmo ano ela se torna consciente, então percebe os humanos como uma ameaça. Se seguirmos o pensamento de Nicolelis, no livro supracitado, veremos que as decisões (muitas decisões) que tomamos hoje se baseiam, se não na totalidade, mas em grande parte no uso da IA para guiar nossas ações. Fixamos no presente. Este ano de 2025, percorreu no mundo internético de notícias, desde os sites da DW, passando por CNN e Globo a informação que uma IA foi nomeada pelo governo da Albânia para ser Ministra. Seu nome Diella, sua função, livrar as decisões sobre licitações e contratos públicos da corrupção, ou seja, eliminar uma das variáveis do fator humano. Por outro lado, ainda no campo da Cultura e da Sociedade de forma mais abrangente, em 2022 a revista Nature publicou pesquisa no qual apresentou a ferramenta “Ítaca” criada pela subsidiária da Google – Deepmind com ajuda de pesquisadores das Universidades de Veneza, Oxford e Atenas. Esta ferramenta foi treinada para completar parte de textos antigos como forma de recuperar fragmentos perdidos destes textos. Alimentada commais de setenta mil inscrições oriundas do banco de dados da Packard Institute for the Humanities, que possui uma das maiores coleções digitais de inscrições gregas antigas. A aplicação de IA nas humanidades pode ainda

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