Empresa, sociedade e tecnologia: sob a ótica sistêmica e econômica

Desvendando contratos: a utilização da Inteligência Artificial na mitigação de riscos jurídicos em contratos de prestação de serviços 124 A expectativa central é que a análise empírica demonstre uma correlação direta e significativa entre a qualidade do prompt e a qualidade do output da IA. Espera-se que os prompts estruturados, que fornecem contexto, definem o papel da e especificam o formato da resposta, gerem análises de risco substancialmente mais precisas, relevantes e úteis do que os prompts simples e genéricos. Este achado poderá quantificar a importância da engenharia de prompt como uma habilidade essencial na prática jurídica moderna. Ao mesmo tempo, projeta-se que a pesquisa evidenciará os limites intrínsecos da tecnologia, mesmo com prompts avançados. A IA provavelmente continuará a apresentar dificuldades em interpretar nuances contextuais, ambiguidades intencionais ou o real equilíbrio de poder entre as partes que não esteja explicitamente refletido no texto. A avaliação de cláusulas que dependem de um juízo de valor complexo, como a aferição de boa-fé objetiva ou onerosidade excessiva, permanecerá como um domínio eminentemente humano. Esses achados reforçarão a tese de que a IA é uma ferramenta de análise sintática e semântica, mas não de julgamento ou sabedoria. A contribuição mais tangível que se espera desta pesquisa é a elaboração de umguia de boas práticas para a formulação de prompts voltados à análise de risco contratual. Este guia poderá servir como um recurso prático para advogados, gestores e estudantes de Direito, oferecendo modelos e princípios para uma interação mais eficaz e segura com as ferramentas de IA. No plano acadêmico, a investigação busca preencher uma lacuna de estudos empíricos que não apenas testam a IA, mas que investigam metodicamente como aprimorar seus resultados através da intervenção qualificada do usuário. Por fim, reitera-se que a tecnologia não emerge como uma substituta para o profissional do Direito, mas como um poderoso instrumento de potencialização de suas capacidades. A sinergia mais produtiva entre o homem e a máquina não se dará pela simples validação do resultado da IA, mas pela construção de um diálogo sofisticado, onde o humano, com sua expertise e senso crítico, guia a máquina para que ela execute análises em escala com a maior precisão possível. A conclusão fundamental que se espera alcançar é que o futuro da advocacia contratual não está apenas em usar a IA, mas em saber como usá-la bem.

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