157 GOVERNANÇA COMO ESTRATÉGIA DE CONTINUIDADE DA EMPRESAS FAMILIARES AGROPECUÁRIAS Maria Eugênia Pereira Saraiva Silveira1 RESUMO: O artigo tem como objeto a governança familiar aplicada às empresas agropecuárias no contexto do planejamento sucessório. O problema discutido é a fragilidade da continuidade das empresas familiares diante da ausência de práticas de governança capazes de equilibrar interesses e reduzir conflitos entre herdeiros. A hipótese levantada é que a governança, estruturada por meio de protocolos familiares, conselhos e instâncias de decisão, é determinante para garantir a perenidade das organizações. O objetivo geral é demonstrar a importância da governança para a manutenção das atividades e da harmonia familiar no processo sucessório. Os objetivos específicos incluem: compreender a relação entre família, propriedade e gestão; analisar os modelos de governança aplicáveis às empresas agropecuárias familiares; e evidenciar o papel da profissionalização da gestão no processo de sucessão. O método de pesquisa adotado baseou-se em revisão bibliográfica e na análise de experiências relatadas na literatura especializada, possibilitando compreender a aplicação da governança em empresas familiares agropecuárias. Os achados da pesquisa indicam que grande parte das empresas familiares não ultrapassam a terceira geração devido à ausência de regras claras de governança e ao acúmulo de 1 Advogada, Mestre em Direito da Empresa e dos Negócios (Unisinos), especialista em Direito de Família e Sucessões, Direito Processual Civil e Tributário. E-mail: mariaeugeniasilveira@outlook.com. DOI: https://doi.org/10.29327/5681681.1-14
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