Empresa, sociedade e tecnologia: sob a ótica sistêmica e econômica

Inserção de mestres e doutores no setor privado: desafios e oportunidades para a inovação no Brasil 200 lógico e produtivo do Brasil. Dados indicam que aproximadamente 15% dos doutores titulados entre 2021 e 2022 já atuam como sócios ou gestores em pequenas empresas, principalmente em setores de alta qualificação como direito, medicina e odontologia (Colombo, 2025). Essas organizações, em sua maioria micro ou pequenas, desempenham papel importante na transferência de conhecimentos, no desenvolvimento tecnológico e na formação de recursos humanos qualificados. Políticas que fomentem o empreendedorismo por esses profissionais podem estimular a criação de novos negócios, inovação e maior integração entre academia e setor produtivo. De acordo comMuurlink et al. (2024), a contratação de mestres e doutores pelo setor privado possui potencial para impulsionar a inovação e aumentar a competitividade. Embora esses profissionais estejam concentrados em setores de alta qualificação, há uma percepção comum de que habilidades transversais como trabalho em equipe, colaboração, pensamento crítico e comunicação são essenciais para o sucesso na indústria. No entanto, a formação acadêmica muitas vezes não prepara esses profissionais adequadamente para esses desafios, o que evidencia a necessidade de ampliar programas de empregabilidade, fortalecer parcerias entre universidades e empresas e criar incentivos para a inserção de doutores em atividades inovadoras, contribuindo para um ambiente empresarial mais dinâmico e competitivo. Estudos de McAlpine e Inouye (2023) demonstram o potencial dos mestres e doutores para impulsionar a inovação e promover o crescimento econômico. Apesar das resistências na valorização plena de suas habilidades, há reconhecimento de que esses profissionais desempenham papéis estratégicos em áreas como pesquisa, análise de problemas complexos e liderança. Políticas que incentivem a contratação de PhDs, com incentivos fiscais e fortalecimento de redes colaborativas entre universidades e setor produtivo, podem transformar suas competências acadêmicas em ativos estratégicos, formando uma força de trabalho altamente qualificada capaz de liderar a inovação, difundir tecnologia e consolidar a competitividade do Brasil. A relação entre universidades e setor privado é destacada por Afsha, Garcia-Quevedo e Mas-Verdú (2022) como elemento-chave para estimular a inovação. A contratação de mestres e doutores

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