Empresa, sociedade e tecnologia: sob a ótica sistêmica e econômica

Silvio Bitencourt da Silva 201 por empresas favorece a transferência de conhecimento, promove inovação aberta e melhora a capacidade de absorção de tecnologia externa. Fortalecer essa parceria através de políticas públicas que incentivem a cooperação é fundamental para ampliar o potencial inovador, criar novas fronteiras de conhecimento e consolidar o papel do Brasil na economia do conhecimento e da inovação. Garcia-Quevedo, Mas-Verdú e Polo-Otero (2011) evidenciam que a cooperação entre empresas e universidades incentiva significantemente a contratação de PhDs, apresentando efeitos acumulativos na demanda por esses profissionais. Essa interação é crucial para a transferência de conhecimento e a promoção de inovação. Políticas de incentivo à parceria, com foco em pesquisa colaborativa e formação de redes duradouras, podem estimular a contratação de mestres e doutores, fortalecendo a capacidade inovadora do setor produtivo brasileiro. Além disso, Garcia-Morante et al. (2025) mostram que há uma crescente transformação nas carreiras de mestres e doutores. A diversificação de suas funções, indica um alto potencial de contribuição para o desenvolvimento econômico. Políticas que promovam sua integração, oferecendo capacitações específicas, incentivos à pesquisa aplicada e fortalecimento de parcerias acadêmicas e empresariais, podem ampliar suas contribuições para a economia, estimulando cadeias produtivas inovadoras, sustentáveis e competitivas. Por fim, Roy, Jiménez López e García Álvarez (2025) reforçam a importância de políticas que incentivem a diversificação das habilidades desses profissionais, como comunicação, liderança, gestão de projetos e habilidades empreendedoras, pois ampliam as oportunidades de atuação fora do meio acadêmico. A promoção de programas de capacitação, estratégias de parceria e incentivos públicos é essencial para preparar esses profissionais para os desafios do setor privado. Teelkena, Weijdenb e Heusinkveld (2022) destacam que muitos PhDs percebem que suas carreiras fora da academia oferecem oportunidades valiosas de impacto social, estabilidade no emprego e ambientes de trabalho colaborativos. Essa mudança na percepção reforça a necessidade de políticas de gestão de talentos que criem condições favoráveis para a transição desses profissionais, promovendo redes de colaboração e avaliações por competências, o que

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