Configuração de redes à luz das comunidades de professores aprendizes e das rodas de conversa 26 tro, ocorrem transformações internas, o que auxilia na conexão e na busca de sintonias que aproximamos diferentes sujeitos envolvidos. O trabalho em grupo por meio das Rodas, abre possibilidade de aproximar as pessoas, construir relações dialógicas e estabelecer conexões entre as experiências, o cotidiano e os conhecimentos produzidos. Contudo, para que seja incorporado e significativo para os participantes é de suma importância que este trabalho coletivo considere as experiências diárias vivenciadas por cada um dos envolvidos. A Roda pode ser percebida como uma rede de interações e ao ser planejada precisa considerar: [...] a qualidade das trocas estabelecidas no processo partilhado que propicia o desenvolvimento criativo individual e grupal: o cuidado mútuo, a escuta sensível, o acolher e ser acolhido, a paixão de aprender e ensinar, de ensinar e aprender, a paciência no falar e ouvir, a amorosidade na convivência, a tolerância nas diferenças, o prazer estético partilhado, o respeito durante os conflitos, a coragem de ver-se no outro, de olhar para ele e para si, o formar-se formando [...] (Warschauer, 2018, p. 394). A partir das tramas que são entrelaçadas por meio das Rodas, os sujeitos vão revisitando suas histórias individuais, suas identidades, experiências e características. Como nos fios que são tecidos e se trançam, as individualidades e particularidades também são partilhadas e vivenciadas. As Rodas, nesse ínterim, são: “[...] sistemas abertos e se cruzam umas com as outras” (Warschauer, 2018. 395). Para Warschauer (2018; 2022) o conceito de Roda alimenta um “círculo virtuoso”, ou seja, ao refletirmos sobre o conhecimento de nós mesmos e interagirmos com os outros e com o meio, podemos contribuir e beneficiar o todo, reforçando que todas as dimensões estão interligadas e em congruência. Nesse processo cíclico, existem muitas habilidades e potencialidades que estão envolvidas ao se propor as Rodas de Conversa, entre elas a convivência, a abertura ao diálogo e a novos pontos de vista, a escuta empática, a reflexão sobre a ação e, principalmente, o movimento formativo e construtivo. Sendo assim, quando as Rodas são construídas coletivamente não há ninguém em posição superior (nem coordenador, nem participantes), todos têm a sua importância e contribuem para esse movimento circular.
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