Convivências e rede(s): culturas, linguagens e tecnologias na educação

Configuração de redes à luz das comunidades de professores aprendizes e das rodas de conversa 28 locamMaturana e Varela (2001). Elas dependemdo ponto de vista no qual se observa e se modificam de acordo com as configurações de espaço, tempo e características subjetivas dos interagentes. Assim, os conhecimentos que se constroem a partir dessas relações também não são estáveis e dependem igualmente dos indivíduos e do meio no qual se dá essa construção. Malizia (2012) destaca que o fundamento da criação do conhecimento está ligado à capacidade da comunidade de movimentar o conhecimento tácito e subjetivo com o conhecimento explícito e estabelecido, entre os sujeitos constituintes da mesma. Dessa maneira, através da interação e do acoplamento de conhecimentos subjetivos e explícitos, em uma “espiral do conhecimento” (Malizia, 2012, p. 49), essa configuração se move do nível individual ao nível comunitário, enriquecendo essa construção. E este movimento pode ser perceptível e factível tanto nas Comunidades de Professores Aprendizes quanto nas Rodas de Conversa, pelo fato de ambas trazerem as redes de relações como fundamento para o seu desenvolvimento. O tensionamento entre os docentes nas convivências configuradas, tanto na Comunidade quanto nas Rodas de Conversa apresentam duas formas de interação. Uma na qual a competência da Comunidade ou da Roda de Conversa guia a experiência da professora por meio da negociação de significados. E outra, na qual a experiência da professora guia a competência do grupo, dando um novo arranjo ao mesmo. Essa movimentação interativa garante a própria evolução da Comunidade ou da Roda de Conversa, num processo de equilíbrio instável e contínuo realinhamento, garantindo o desenvolvimento e a aprendizagem nessa rede de relações (Malizia, 2012). Porém, as interações também têm diferenças, pois na medida emque a Roda de Conversa temum tempo mais curto de duração, a Comunidade de Professores Aprendizes têm uma duração maior, podendo ou não ter um prazo estabelecido para sua durabilidade. Assim, pode-se evidenciar as ferramentas tecnológicas como um diferencial possível para as comunidades de aprendizagem, visto que elas podem ser virtuais e continuarem estabelecendo relações e pontes entre docentes. Piovesan e Bernardi (2023) ressaltam que através das tecnologias é possível não somente participar de lives, palestras e cursos, mas ser protagonista, interagindo e constituindo saberes práticos para (re)inventar o trabalho pedagógico. Contudo,

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