12 Cadernos do PAAS, volume 12 - Infâncias na contemporaneidade usuárias do PAAS que participaram de um concurso cultural para a escolha da capa desta edição. O Concurso de Desenhos do Cadernos do PAAS 2025 convidou crianças, jovens e adultos a responderem à pergunta: “O que é ser criança hoje?”. Assim, ao folhear essas páginas, serão encontradas mais do que ilustrações, veremos desenhos que nos lembram que a infância fala sem palavras e que há modos singulares de viver e sonhar. Assim, este volume se faz também uma galeria: um espaço onde a arte e o cuidado se encontram e a infância se reinventa em múltiplas linguagens. Na sequência, apresentamos o texto “A contratransferência na clínica psicanalítica da infância”, que traz à tona o quão essencial são as sensações e sentimentos do analista para modelar as intervenções com crianças em um contexto de trauma precoce. Em seguida, “A implicância enquanto forma de potencialização e representatividade para crianças negras na escola” ressalta a importância do acolhimento e da legitimização das experiências de crianças negras, sobretudo a partir do relato de representatividade dos autores no espaço escolar. Na sequência, o texto “Ainda brincar: infâncias além das telas e insistências possíveis no devir-brincante”, vemos a partir da experiência de Oficinas do Brincar um convite ao resgate do devir-brincante. Em “A televisão e os smartphones na interação pai-mãe-bebê: um estudo observacional” as autoras abordam o uso de telas no desenvolvimento socioemocional das crianças e a disponibilidade emocional dos pais como um aspecto relevante na forma como este uso ocorre. Nos textos a seguir encontramos o relato de experiência de três ações do PAAS. Em “Comportamento alimentar na infância e práticas parentais: relato de experiência” podemos avaliar a importância da orientação parental no manejo de comportamentos alimentares, a partir do relato de experiência do acompanhamento de um caso. No texto adiante, “Da fantasia à tecnologia: desafios das infâncias contemporâneas na Oficina de Contos”, as autoras relatam o uso dos livros e da fantasia em contraponto ao uso de tecnologias. E no texto “Desafios e Reflexões sobre os Processos de Psicodiagnóstico Infantil em um Serviço-Escola”, as autoras discutem os processos de psicodiagnóstico infantil, com seus desafios e implicações para uma formação profissional reflexiva e questionadora acerca dos diagnósticos na infância. Os textos seguintes retratam temas atuais que interseccionam raça, gênero e vulnerabilidade social. “Infância Contemporânea e a Cri-
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