Infâncias na contemporaneidade

13 Cadernos do PAAS, volume 12 - Infâncias na contemporaneidade se do Cuidado em Tempos de Emergência Climática” evidencia a urgência em se pensar o desenvolvimento socioemocional infantil a partir das experiências vividas em desastres ambientais e atuais crises climáticas. Já em “Infâncias plurais no Brasil Contemporâneo” a autora nos põe a pensar sobre os marcadores sociais, sobretudo o racismo estrutural, e a diversidade dos modos de ser criança. E “Narrar para existir: infância, violência e estratégias de sobrevivência Queer” apresenta um relato de experiência sobre os processos de se reconhecer como uma criança Queer e resistir às formas de exclusão do espaço escolar. Na sequência, “O celular na vida do bebê: o olhar dos pais” avalia o espaço que os celulares passaram a ocupar na vida das crianças na perspectiva dos cuidadores. Já em “O olhar das crianças sobre o cuidado integral pelos avós” traz as percepções das crianças sobre essa configuração familiar, evidenciando sentimentos ambivalentes, mas positivos e singulares sobre como reconhecem esta experiência. Por fim, em “Os brincares na contemporaneidade” é analisada a construção da cibercultura infantil, e em “Ressignificando as infâncias: os desafios da educação frente à transformação digital” as autoras problematizam a era digital como recurso potencial e de risco às aprendizagens na infância. Agradecemos aos autores que contribuíram para a construção dessa edição, oferecendo reflexões que ampliam nosso olhar sobre as infâncias na contemporaneidade. Reconhecemos também a colaboração dos cursos de graduação em Psicologia, Enfermagem, Nutrição e Medicina, bem como o apoio da Diretoria de Graduação (DGRAD) e da Ação Social que, ao viabilizarem a concretização de mais uma edição do Cadernos do PAAS, reforçam a aposta em uma educação amparada na prática interdisciplinar e coletiva que é o cerne desta publicação. Que esta edição possa lançar luz sobre o desafio que nos atravessa: reconhecer a criança como sujeito de direitos, protagonista de sua própria história, e não apenas como destinatária de políticas, mas como alguém que também nos ensina a construir mundos.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjEzNzYz