Infâncias na contemporaneidade

15 Cadernos do PAAS, volume 12 - Infâncias na contemporaneidade A contratransferência na clínica psicanalítica da infância Rogério Isotton1 Tagma Marina Schneider Donelli2 Resumo: Por meio do caso clínico de uma menina de dez anos, separada de seus pais biológicos aos dois e adotada aos cinco, buscou-se compreender as manifestações e o manejo da contratransferência em uma análise com frequência semanal de duas sessões, durante o período de um ano. A relação com a criança é intensa e visceral, exigindo alta habilidade na condução do material que emerge do analista. A ludicidade e o brincar são elementos por meio dos quais o profissional pode manifestar e se colocar ativamente, guiando-se pela sua própria subjetividade. As crianças traumatizadas em seu desenvolvimento primário apresentam desafios importantes, que encontram na contratransferência o caminho para dar forma ao material codificado, que surge da ludicidade e do brincar no setting terapêutico. A utilização das sensações e sentimentos do analista é essencial para modelar as intervenções em um contexto essencialmente lúdico contornado pelas fronteiras do setting analítico. Palavras-chave: infância; psicanálise; contratransferência. 1 Psicólogo, psicanalista, membro do Círculo Psicanalítico do RS (CPRS), doutorando em Psicologia Clínica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). E-mail: risotton@gmail.com. 2 Psicóloga, Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Professora do Curso de Psicologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e Supervisora de Psicologia no Programa de Atenção Ampliada à Saúde (PAAS). Bolsista de produtividade em pesquisa (PQ) nível 2 do CNPq. E-mail: tagmad@unisinos.br. DOI https://doi.org/10.29327/5676001.1-3

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