Infâncias na contemporaneidade

172 Cadernos do PAAS, volume 12 - Infâncias na contemporaneidade constituem no séc. XXI? As telas, o uso de jogos, aplicativos não seria um problema se tratado de forma a estimular o uso ‘consciente’ da tecnologia no campo da educação, por exemplo, de forma a potencializar seus benefícios e aplicações. Assim, reafirmamos que a presença das tecnologias na vida das crianças é uma realidade irreversível. Contudo, é necessário que essa presença seja mediada por relações afetivas, por contextos educativos que respeitem o tempo da infância e que valorizem as suas cem linguagens, como nos inspirou Malaguzzi. É preciso estimular que a tecnologia seja uma aliada da educação, fomentando um ambiente inovador e rico em discussão, o que vai além do consumo. Diante disso, as telas precisam deixar de serem protagonistas na vida social, em especial de crianças e jovens. Que possamos, enquanto educadores, familiares e sociedade, garantir infâncias mais significativas, nas quais as telas não sejam substitutas do vínculo, mas pontes para a escuta, para o diálogo e para o brincar. Infâncias vividas com plenitude são aquelas em que o digital é meio, e não fim. Referências AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS (AAP). Media and Young Minds. Pediatrics, v. 138, n. 5, e20162591, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1542/peds.2016-2591. Acesso em: 12 jul. 2025. BECKER, B. L. Brincando na Web: atividades lúdicas desenvolvidas por crianças de cinco a 12 anos na Internet. 2013. 1331 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução n.º 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, seção 1, n. 248, p. 17-20, 18 dez. 2009.

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