Infâncias na contemporaneidade

Chegamos à 12ª edição do Cadernos do PAAS cientes do desafio de ter como tema as infâncias na contemporaneidade. Há tempos em que ser criança ocupa cada vez menos espaço. Etapas são antecipadas, agendas ficam cheias e compromissos excessivos comprimem a espontaneidade, priorizam o desempenho e reduzem o tempo da curiosidade, do brincar e da descoberta. Mas falar em infâncias é reconhecer que não há um único modo de ser criança. Cada uma carrega singularidades e, ao mesmo tempo, expressa a potência criadora que habita o brincar e a imaginação. Esta edição se apresenta como gesto de resistência e defesa das infâncias, um convite a olhar para além das patologizações e das perdas, reafirmando que ser criança hoje é múltiplo e diverso. Reafirmamos também nossa esperança em um futuro que se constrói no presente, pelas mãos de estudantes, profissionais e comunidades que apostam em um fazer ético-político capaz de acolher e proteger as crianças em suas muitas formas de existir. Assim, este volume convida a pensar a infância não apenas como destino, mas como potência em movimento, viva e plural.

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