Cadernos do PAAS, volume 12 - Infâncias na contemporaneidade 36 Ainda brincar: infâncias além das telas e insistências possíveis no devir-brincante Arthur Henrique Heitelvan Flesch1 Cristian da Cruz Chiabotto2 Resumo: O presente relato surge mediante uma série de inquietações e entrelaces entre as muitas infâncias presenciadas em diferentes contextos de atuação clínica e institucional. Experiências que perpassam os campos da saúde mental e de estágios curriculares em diferentes momentos de duas vidas-carreiras acadêmico-profissionais. Tanto um resgate do brincar quanto um elogio às múltiplas formas de brincar e de se fazer brincar, um brincar que propõe trazer autonomia, liberdade e potência. Narramos aqui costuras ético-políticas de vivências em Oficinas do Brincar e grupos com crianças e adolescentes no contexto das políticas públicas de saúde mental. Situamos não só os desassossegos produzidos a partir de enlaces com a psicanálise de Donald Winnicott e as intersecções possíveis com a psicologia social, mas também contribuições ao devir-brincante, contemporaneamente atravessado por complexas redes de fatores e afetos. O texto é um convite, um sinal de abertura e de esperança. Palavras-chave: infâncias; brincar; políticas públicas. 1 Acadêmico do Curso de Psicologia da Universidade do Vale do Rio dos Sino (Unisinos) e estagiário de Psicologia no Programa de Atenção Ampliada à Saúde (PAAS/Unisinos). E-mail: arthurhhf@gmail.com. 2 Psicólogo, Especialista em Saúde Mental Coletiva pelo Programa de Residência Integrada da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (RIS/ESP RS), Mestre e Doutorando em Psicologia Social e Institucional na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenador do Ambulatório de Saúde Mental Infantojuvenil de Novo Hamburgo/RS. E-mail: cristianchiabotto.cristian@gmail.com. DOI https://doi.org/10.29327/5676001.1-5
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