Infâncias na contemporaneidade

87 Cadernos do PAAS, volume 12 - Infâncias na contemporaneidade saúde mental. Conforme destacam Peres et al. (2004), esse processo potencializa a formação de profissionais adequadamente habilitados e capazes de ampliar as práticas psicológicas, alinhando-as às novas realidades e às demandas sociais, políticas e culturais contemporâneas. Considerações finais Essa produção escrita reflete as inquietações e construções entre estagiária de Psicologia e supervisora local a partir das experiências na ação de Avaliação Psicológica em Diferentes Contextos, desenvolvida no PAAS, serviço-escola da Unisinos. Surge do desejo de refletir sobre as condições que atravessam as infâncias e as complexidades infantis no contexto contemporâneo, entrelaçadas às práticas cotidianas da avaliação, tensionando seus sentidos e se posicionando ativamente diante de suas implicações. As realidades e conjunturas infantis que emergem no contato e encontro com cada criança avaliada exigem responsabilidade e sensibilidade, para além da postura técnica, reafirmando o compromisso ético e transformador que sustenta essa prática. A avaliação psicológica no contexto da infância, especialmente quando realizada em serviços-escola como o PAAS, configura-se como uma prática fundamental para a rede de atenção à saúde mental infantil. Ao articular processos técnicos, teóricos e éticos, ela transcende a função diagnóstica, assumindo uma dimensão ampliada que reconhece a singularidade de cada criança, suas múltiplas dimensões e o contexto que a atravessa. Nesse sentido, o diagnóstico deixa de ser um fim para se tornar uma ferramenta estratégica de cuidado, que orienta intervenções sensíveis e integradas às necessidades das crianças. O cenário do serviço-escola marcado pelo grande volume de solicitações e encaminhamentos para psicodiagnóstico infantil ressalta a emergência de políticas públicas que ampliem o acesso a serviços especializados. Além disso, sinaliza para a necessidade de uma análise crítica sobre a produção de demandas atuais relacionadas à infância. Diante disso, a ação de avaliação psicológica realizada no PAAS reflete o compromisso institucional e ético que vai além da instrumentalização técnica, promovendo um cuidado ampliado às infâncias. Ao investir na interlocução com a rede de saúde e na formação continuada, o serviço contribui para a consolidação de práticas comprometidas e atentas aos desafios contemporâneos da infância e às necessidades

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