Rede de Saberes, Edição 2025

173 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências da Saúde - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Autor(a): Rafaela Petry Justo Coautor(es): Modalidade de Bolsa: Orientador(a): Ilana Andretta A RELAÇÃO ENTRE SOLIDÃO E ESTRESSE EM GRADUANDOS BRASILEIROS Ao ingressarem na universidade, os graduandos vivenciam transições importantes de vida, que exigem adaptações frente a novas responsabilidades e cobranças. Esse cenário, pode favorecer o desenvolvimento de sintomas emocionais negativos, como o estresse e a solidão. O estresse é definido como um estado de tensão psicológica que surge em resposta a situações desafiadoras. Já a solidão refere-se à percepção subjetiva de sentir-se só, surgindo quando os vínculos mantidos não correspondem aos desejados em quantidade ou qualidade. No contexto universitário, ambos fenômenos são prevalentes e podem gerar prejuízos na saúde mental e no desempenho acadêmico dos graduandos. O presente estudo, teve como objetivo investigar se a solidão prediz níveis mais elevados de estresse em graduandos brasileiros, controlando por idade e gênero. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e explicativo. Participaram 488 estudantes, que responderam a um questionário de dados sociodemográficos, à Escala Brasileira de Solidão (UCLA-BR) e à subescala de estresse da Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21). O Termo de Consentimento e os instrumentos foram enviados online via Google Forms. As análises foram realizadas no software Jamovi (v. 2.6), a amostra foi considerada não normal pelo teste de Shapiro-Wilk, sendo realizadas análises descritivas das variáveis categóricas e uma regressão linear múltipla com estresse como variável dependente, solidão como variável independente e idade e gênero como covariáveis. Como os resíduos do modelo não apresentaram distribuição normal, foram utilizados erros-padrão robustos (HC3) e bootstrap BCa com 5.000 reamostragens. A idade média dos participantes foi de 25,4 anos (DP = 7,58), sendo a maioria do gênero feminino (70,3%; N = 343) e residentes do Nordeste (43,9%; N = 214). Além disso, 62,1% (N = 303) estavam trabalhando, 75,2% (N = 367)

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