195 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências da Saúde - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Autor(a): Bruno do Nascimento Machado Coautor(es): Clarissa Marceli Trentini; Micheli Bassan Martins Modalidade de Bolsa: UNIBITI Orientador(a): Murilo Rircardo Zibetti EFEITO DA ESCOLARIDADE E DA IDADE NO TEMPO DE RESPOSTA DE ADULTOS EM TESTE NEUROPSICOLÓGICO BRASILEIRO: NORMATIZAÇÃO DO MAPS-T Envelhecimento e escolaridade são preditores estabelecidos do desempenho cognitivo em adultos saudáveis. No Brasil, cerca de 40% da população acima dos 60 anos possui baixa escolaridade, tornando essa variável essencial na aplicação e interpretação de instrumentos de mensuração cognitiva. Em avaliação psicológica, assim como a capacidade de aprender, memorizar e recuperar informações, o tempo de resposta medido através de instrumentos psicológicos é uma ferramenta muito utilizada e importante preditora de potencial comprometimento cognitivo leve e até demência. Este estudo avaliou os efeitos da escolaridade (anos de estudo) e da idade no tempo de resposta médio (TRM) em uma tarefa de atenção do Teste de Triagem para Avaliação da Memória e Aprendizagem por meio de Pistas Seletivas (MAPS-T), em processo de normatização. Participaram 315 adultos brasileiros, residentes na região metropolitana de Porto Alegre, com média de idade de 65,6 anos (DP = 9,1) e média de 14,5 anos de estudo (DP = 5,2). Os instrumentos foram aplicados presencialmente ou online por profissionais e estudantes treinados, sob condições controladas. Foram usadas a correlação de Pearson e regressão linear múltipla para analisar a relação entre idade, anos de estudo e TRM na tarefa de atenção, além de ANOVAs para grupos de idade e escolaridade e para a mesma medida. A partir das análises, observou-se correlação negativa entre anos de estudo e TRM (r = -0,20, p < 0,01) e positiva entre idade e TRM (r = 0,40, p < 0,01). O modelo de regressão linear múltipla indicou, significativamente (F(2, 312) = 33896, R² = 0,178) que a idade explica positivamente o TRM (β = 0,377, p < 0,01) e a escolaridade negativamente (β = -0,150, p = < 0,01). As ANOVAs indicaram diferenças significativas entre grupos
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