210 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências da Saúde - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Autor(a): Caroline Passos de Carvalho Coautor(es): Franciele Cristiane Peloso; Gabriel da Silva Marques Modalidade de Bolsa: FAPERGS Orientador(a): Murilo Ricardo Zibetti O PAPEL PREDITIVO DA INFLEXIBILIDADE PSICOLÓGICA SOBRE A QUALIDADE DE VIDA GERAL DO INDIVÍDUO A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) é uma abordagem clínica contemporânea que tem como foco o desenvolvimento da flexibilidade psicológica que se refere a capacidade de agir com abertura, presença e compromisso com os próprios valores, mesmo diante de experiências internas difíceis. Essa perspectiva compreende que o sofrimento é inerente à existência humana, e que o bem-estar não está na ausência da dor, mas na forma como nos relacionamos com ela. Nesse sentido, a ACT articula a flexibilidade psicológica como a escolha de mudar ou persistir com classes de comportamentos funcionais. Por outro lado, a inflexibilidade psicológica, caracterizada por estratégias rígidas de evitação experiencial e fusão cognitiva, tem sido associada à piora da qualidade de vida, entendida como a percepção do bem-estar geral do indivíduo em diferentes áreas da vida. Estudos recentes têm demonstrado que indivíduos mais inflexíveis tendem a apresentar maiores níveis de ansiedade, depressão e estresse, enquanto níveis mais elevados de flexibilidade estão positivamente relacionados a indicadores de saúde e bem-estar. Assim, investigar a relação entre inflexibilidade psicológica e qualidade de vida pode ser importante para o aprimoramento de intervenções baseadas na ACT e contribuir para o cuidado integral à saúde mental. Assim, este estudo objetiva analisar a relação entre inflexibilidade psicológica e qualidade de vida. Trata-se de um transversal e quantitativo. Esse estudo contou com a participação de 284 indivíduos, dos quais 92% residem no Rio Grande do Sul. Majoritariamente do gênero feminino (80,6%), graduados (31,7%) e de idade média de 31,39 anos (DP=12,7). Eles responderam ao Questionário Sociodemográfico, Questionário de Aceitação e Ação (AAQ II) e a Escala de WHOQOL-BREF, em formato online. Os dados foram inseridos no Soft-
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