214 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências da Saúde - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Autor(a): Gabriela Fagundes Oliveira Coautor(es): Adriana Pooli Modalidade de Bolsa: UNIBIC Orientador(a): Janine Kieling Monteiro SENTIR, CALAR E SEGUIR: RELATOS DE MULHERES VÍTIMAS DE ASSÉDIO SEXUAL NO CONTEXTO LABORAL Introdução: Assédio Sexual (AS) está definido pelo Conselho Nacional de Justiça como “conduta de conotação sexual verbal, não verbal ou física, contra a vontade de alguém com o objetivo de constranger, perturbar ou criar um ambiente hostil, humilhante ou degradante. O ambiente laboral pode se tornar um lugar de vulnerabilidade para mulheres quando marcado por ações que caracterizam o assédio sexual. Tais relatos produzem marcas que ultrapassam o momento da violência e prejudicam o modo como essas mulheres se relacionam com o trabalho, com seus corpos e com suas identidades. Analisar esses relatos, a partir das percepções das próprias vítimas nos faz refletir sobre os efeitos dessa violência. Objetivo: Analisar os relatos de mulheres vítimas de assédio sexual no contexto laboral, a partir de recortes de gênero. Método: O estudo segue metodologia quantitativa, transversal, de caráter exploratório e descritivo. A amostra, do tipo não probabilística, contemplou 161 mulheres com idades entre 18 e 66 anos, provenientes de todas as regiões do Brasil. Os dados foram obtidos no período de abril-junho de 2023, sendo utilizados um questionário sociodemográfico-laboral e uma escala desenvolvida para identificação assédio sexual no trabalho (AST), com duas questões abertas. Realizou-se análise descritiva dos achados. Resultados: Os relatos das próprias vítimas participantes do estudo indicaram que o assédio refletia relações de poder e desigualdade de gênero, vindo tanto de colegas homens quanto da gestão. Além disso relataram a falta de espaços para serem ouvidas, muitas vezes, sendo incentivadas a permanecer em silêncio.Também foi mencionado uma sensação de impunidade, reforçada pela ausência de protocolos claros para a responsabilização de quem comete assédio sexual. Nesse contexto, surgem sentimentos como ansiedade, medo de so-
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