Rede de Saberes, Edição 2025

227 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências da Saúde - Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva Autor(a): Mariana Guidoux Leal Trindade Coautor(es): Modalidade de Bolsa: UNIBIC Orientador(a): Maria Letícia Ikeda ANÁLISE DA MORTALIDADE POR HIV/AIDS NO RIO GRANDE DO SUL E IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 Introdução: Apesar dos avanços no tratamento das pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA), a mortalidade associada à doença segue elevada no Rio Grande do Sul, especialmente em regiões vulneráveis. Durante os anos de 2020 e 2021, período de enfrentamento da COVID-19, muitos serviços de saúde foram redirecionados, o que dificultou o acesso a diagnóstico, acompanhamento e tratamento contínuo de PVHA. O presente estudo visa analisar os impactos da falta de acesso à saúde na mortalidade dessa população. Objetivos: Analisar a mortalidade de PVHA no Rio Grande do Sul entre os anos de 2019 e 2023. Metodologia: Análise descritiva de séries temporais das taxas de mortalidade, com dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Mortalidade (SIM). Resultados obtidos: Entre 2019 e 2023, o Rio Grande do Sul registrou padrões oscilantes de mortalidade das PVHA. A análise do número de óbitos mensais revela um perfil das mortes concentrado em adultos de 30 a 59 anos, sendo majoritariamente homens. Em relação aos meses de 2019 e 2020, o número de mortes no estado manteve-se relativamente estável, variando entre 80 e 110 óbitos mensais. Já em fevereiro e março de 2021, coincidindo com a segunda e mais grave onda da COVID-19 no estado, os óbitos mensais ultrapassaram as 130 pessoas- um pico 42% da média de todo o período analisado. Nesse sentido, a superlotação hospitalar, o redirecionamento de recursos, o fechamento de ambulatórios e a sobrecarga dos serviços prejudicaram gravemente a assistência às PVHA. Tal contexto comprometeu o diagnóstico precoce, a continuidade da terapia antirretroviral (TARV), o rastreio de coinfecções como tuberculose e o acompanhamento clínico regular. A fragilidade dos vínculos assis-

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