254 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre (716). No entanto, ao considerar o tamanho da população de cada grupo racial segundo o Censo 2022, observam-se importantes desigualdades. Apesar das pessoas brancas concentrarem o maior número absoluto de óbitos, sua taxa de mortalidade foi de 44 por 100 mil habitantes. Já entre pessoas pretas, a taxa foi mais que o triplo: 147 por 100 mil. Em seguida, destacam-se as taxas elevadas entre pessoas amarelas (98/100 mil) e pardas (45/100 mil), além dos indígenas (25/100 mil). Esses dados evidenciam que os grupos populacionais negros (pretos e pardos) e amarelos apresentam risco significativamente maior de morrer por AIDS, mesmo representando parcelas menores da população. Conclusão: A análise evidencia importantes desigualdades raciais na mortalidade por AIDS no Rio Grande do Sul entre 2019 e 2023. Embora pessoas brancas concentrem o maior número absoluto de óbitos, os índices de mortalidade proporcional são muito mais elevados entre pretos, pardos e indígenas. Esses dados demonstram que o risco de morte por AIDS é agravado por fatores sociais, como racismo institucional, dificuldade de acesso a serviços de saúde e barreiras socioeconômicas. Tais resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que considerem a equidade racial como eixo central nas estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do HIV/AIDS. Palavras-chave: AIDS; Desigualdade racial; Mortalidade; Saúde pública; Rio Grande do Sul.
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