331 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre grupos: os aglutinantes, infaunais alongados e epifaunais planoespirais (>1000 indivíduos nos dois grupos) e os calcários epifaunais lenticulares (>300 indivíduos). Nessas quantidades, esses morfogrupos podem indicar ambientes rasos, com baixo teor de oxigênio, eutrofizados e com aporte de material terrígeno. Porém, nessas mesmas amostras, havia morfogrupos calcários menos abundantes, que, juntos, indicavam condições de plataforma, podendo sugerir mudanças no ambiente e/ou na deposição da seção. Nas amostras de 4–7 m, há uma diminuição drástica dos foraminíferos, dificultando melhores interpretações. Logo em seguida, entre 8–10 m, há um aumento gradual de indivíduos dos mesmos morfogrupos aglutinantes (116 espécimes em 8 m a 415 em 10 m), uma pequena quantidade de calcários, mas um aumento de foraminíferos planctônicos (295 espécimes na 8 m a 517 na 10 m), podendo indicar um aumento da lâmina d’água. Depois, de 11–21 m, há de novo uma drástica diminuição dos foraminíferos, com a maioria das amostras não apresentando recuperação de foraminíferos, podendo indicar condições ambientais não favoráveis aos foraminíferos e/ou à preservação de suas carapaças. De 22–24 m, têm-se os mesmos morfogrupos das amostras da base, porém com flutuações em seus números: de 144→400→12 em aglutinados infaunais; de 0→63→104 em lenticulares. O mesmo ocorre com os outros morfogrupos calcários, indicando condições semelhantes com as da base da seção. Esses dados mostram que houve uma grande variação ambiental: de um mar raso e eutrofizado, para um mais profundo e favorável para os grupos planctônicos, que em algum momento sofreu mudanças e se tornou desfavorável para os foraminíferos, para no topo da seção voltar a ter condições semelhantes a base. [CNPq 405679/2022-0]
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