343 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Foram analisadas 40 amostras do Albiano oriundas do testemunho Deep Sea Drilling Project Hole 327A, perfurado no Platô Falkland e 11 amostras do Aptiano oriundas do afloramento São José 2 Lago (SJ-2 Lago), localizado na Bacia Sergipe-Alagoas. A confecção das lâminas seguiu o método padrão para recuperação de nanofósseis calcários, e foram analisados 456 campos de visão por lâmina, utilizando um microscópio óptico com luz polarizada Zeiss Axio Imager A2 com magnificação de 1000×. Foram recuperados Micrantolithus hochulzi (SJ-2 Lago) no Aptiano e Braarudosphaera regularis (DSDP 327A) no Albiano médio. Além disso, foram encontrados também três variações morfológicas: (i) Braarudosphaeraceae sp. 1, encontrados no Aptiano do SJ-2 Lago, pentalito circular a subcircular com segmentos assimetricos similares ao de Micrantolithus; (ii) Braarudosphaeraceae sp. 2, encontrados no Aptiano/Albiano do Platô Falkland e SJ-2 Lago, pentalito com formato interno irregular semelhante com os de Micrantolithus mas com formato externo dos segmentos heterogêneos com formas redondas e angulares que podem ser observadas no mesmo espécime; e (iii) Braarudosphaeraceae sp. 3, encontrados no Albiano médio do Platô Falkland, pentalito com forma geral semelhante ao de B. regularis, porém com o ângulo externo do segmento suavizados e arredondados. Os resultados desse estudo sugerem uma gradual evolução e/ou transição entre Micrantholithus e Braarudosphaera, considerando que ambos os gêneros possuem um formato pentagonal com diferenças nas bordas externas dos segmentos dos pentalitos. Os três morfotipos aqui descritos não se encaixam nas características taxonômicas desses gêneros, considerando principalmente variações nas terminações dos segmentos. Estudos futuros e refinamento dos dados obtidos, podem contribuir para o entendimento da evolução desse grupos fósseis e sua distribuição geográfica e bioestratigráfica no Atlântico Sul. Palavras-chave: Cretáceo Inferior, Nanofósseis Calcários, Bioestratigrafia.
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