Rede de Saberes, Edição 2025

345 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre rios, onde foram imersas em água, lavadas em malhas de 250, 125 e 63 µm, secas em estufa a 40 ºC e triadas com auxílio de microscópio estereoscópico com aumento ocular de 10x. Durante o estudo foi coletado um total aproximado de 1000 espécimes de ostracodes marinhos ao longo de toda seção, sendo os gêneros Paracypris, Praebythoceratina e Sergipella os mais abundantes. Observou-se três intervalos principais de maior abundância de ostracodes, (A) entre 22 e 24 - porção basal da seção; (B) entre as amostras 15 a 18 - porção mediana da seção; e (C) entre as amostras 1 a 3 - topo da seção. Esses intervalos apresentam abundância de Paracypris eniotmetos, Sergipella viviersae, Praebythoceratina deltalata, Praebythoceratina amsittenensis, Praebythoceratina trinodosa, Cytherella sp. e Aracajuia benderi. O intervalo A registra uma boa distribuição e abundância de ostracodes, com carapaças bem preservadas. Já no intervalo B ocorre um menor número de carapaças e menor abundância comparado ao intervalo A e C. Por fim, no intervalo C é registrada uma maior abundância do gênero Paracypris o que pode indicar um aprofundamento relativo da lâmina de água na região. Nesse mesmo intervalo foi observada uma maior concentração de carapaças bem preservadas. Os ostracodes da Pedreira SJ-2-Lago indicam deposição em uma plataforma continental com condições marinhas rasas, sujeitas a variações de profundidade da lâmina da água que afetaram a distribuição quantitativa e qualitativa desse grupo fóssil. Futuramente pretende-se refinar as análises taxonômicas para melhor caracterizar o paleoambiente. [CNPq 405679/2022-0] Palavras-chave: Aptiano–Albiano; Nordeste do Brasil; Oceano Atlântico Sul

RkJQdWJsaXNoZXIy MjEzNzYz