Rede de Saberes, Edição 2025

351 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre didas sobre os radionuclídeos presentes nas áreas externas. As medidas tiradas foram ppm de urânio e tório, porcentagem de potássio e exposição à radiação em nSv/h. Os residentes foram questionados sobre o histórico de câncer de pulmão na família. Os resultados das medidas foram analisados pelo software QGIS pelo método IDW e validados no software RStudio. Os residentes dos pontos amostrados receberam os resultados das medições com um material explicativo sobre o radônio e sua relação com o câncer de pulmão em outubro de 2024. Entre as residências analisadas, apenas uma apresentou concentração acima do limite de 300 Bq/m3, 363,1 Bq/m3. Uma outra residência, localizada a aproximadamente 400 metros, mostrou concentração de 35,77 Bq/m3. As outras medições entre estes dois pontos foram semelhantes, ambos possuem mesma concentração de urânio e dosagem em nSv/h com 1% de diferença. Esse resultado comprova que a concentração de radônio não está necessariamente relacionada com a de urânio, justamente porque o radônio pode ser disperso pela circulação do ar. Em Butiá, as residências próximas à uma mina de carvão abandonada apresentaram consistentemente valores maiores de radônio do que o restante dos pontos. Os resultados obtidos são importantes para a definição de pontos prioritários para estudos futuros mais abrangentes que visam aperfeiçoar planos em saúde pública, considerando que o tratamento de pacientes com câncer requer muito investimento e insumos. Estudos deste tipo são essenciais para o planejamento do manejo de recursos públicos. Palavras-chave: câncer, câncer de pulmão, radônio residencial, radônio, mapa de risco.

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