Rede de Saberes, Edição 2025

407 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre padrões associados à cessação da vida. Segundo a autora, a sociabilidade emergiria como um facilitador do desenvolvimento desse conceito, pois a convivência com conspecíficos torna mais evidente a ausência de comportamentos típicos dos vivos nos mortos. Aqui, desafia-se a perspectiva tradicional da tanatologia de que a compreensão da morte é rara entre espécies não humanas, a qual apoia-se em bases antropocêntricas que estabelecem como critérios válidos manifestações cognitivas complexas e comportamentos de luto semelhantes aos humanos. Essa perspectiva tende a desconsiderar sinais sutis de cognição e emoção em outras espécies, ignorando a possibilidade de que respostas como a atenção prolongada ao cadáver, alterações comportamentais e “rituais” com carcaças possam indicar graus variáveis de compreensão da morte. Em oposição a esse viés, a autora argumenta que a formação de um conceito de morte pode ocorrer com base em mecanismos cognitivos simples, desassociados do luto evidente, sendo, portanto, uma capacidade potencialmente comum na natureza. Portanto, o conceito de morte em animais pode surgir da interação entre cognição, emoção e experiência, independentemente do luto. Em suma, a ideia de sua raridade entre não humanos reflete um viés antropocêntrico, e reconhecê-lo amplia a compreensão da cognição animal e suas implicações éticas. Palavras-chave: Cognição animal; Morte; Antropocentrismo.

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