412 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Filosofia Autor(a): Lyon Alves Coautor(es): Modalidade de Bolsa: PROEX Orientador(a): Denis Coitinho Silveira A REVOLUÇÃO TÉCNICO-INFORMACIONAL: ORIGENS DO PROBLEMA NORMATIVO DA IA Em 1948, Claude Shannon inaugurou a moderna Teoria da Informação ao formalizar matematicamente os processos de comunicação. Esse marco técnico-científico instaurou as condições de possibilidade para o surgimento da informacionalidade contemporânea, aprofundada com o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) a partir de 1955. Contudo, mais do que um fenômeno recente, a IA deve ser compreendida como expressão de uma revolução técnico-informacional iniciada no pós-guerra. Esta revolução não se ancora prioritariamente na ciência, mas na técnica, que passa a configurar os modos de inteligibilidade e os regimes normativos. A pesquisa parte de duas questões: (1) como a técnica se apresenta como novo paradigma filosófico? e (2) qual o problema normativo emergente desse estatuto técnico? A hipótese é que apenas ao reconhecer a centralidade da técnica como princípio estruturador do pensamento é possível formular adequadamente o problema da responsabilidade moral em sistemas de IA. Com abordagem metafilosófica e crítico-genealógica, apoiada em autores como Ellul, Simondon e Yuk Hui, argumenta-se que a técnica condiciona a ciência e reconfigura os marcos ontológicos, lógicos e epistemológicos da filosofia. Divergindo de Floridi, que entende a IA como um “quarto momento” científico, defendemos que o paradigma atual (IA) trata-se de uma inflexão qualitativa que exige revisão dos pressupostos normativos. Concluímos que a responsabilidade moral frente à IA não pode ser pensada isoladamente, mas depende de uma reformulação dos próprios quadros conceituais. A IA é o sintoma inaugural de uma nova estrutura da racionalidade, cuja base está na técnica como operador filosófico fundamental. Palavras-chave: Técnica. Responsabilidade moral. Inteligência artificial. Revolução. Concretização técnica.
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