Rede de Saberes, Edição 2025

414 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Filosofia Autor(a): Erick Makvitz Costa Coautor(es): Modalidade de Bolsa: PIBIC Orientador(a): Gabriel Ferreira da Silva DO IDEALISMO ALEMÃO À FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA Nos relatos da história da filosofia – veja De Hegel a Nietzsche de Karl Löwith, Uma Nova História da Filosofia Ocidental do Anthony Kenny, ou, História da Filosofia de Giovanni Reale, para referência – um abismo considerável frequentemente aparece dentre o período da morte de Hegel até o surgir da Filosofia Contemporânea. O denominado “renascimento” frequentemente eclipsa quase um século de produção filosófica, relegando este período intermediário a intelectualmente estéril ou meramente transitório. É, justamente, nesse período “intermediário” que autores como Herbert Schnädelbach, Léo Freuler e Frederick C. Beiser, vêm dedicando suas pesquisas. As pesquisas, focadas em trabalhar a história da filosofia a partir de seus problemas, praticam uma tentativa de demonstrar, ou justificar, quais eram os problemas debatidos em cada época e como as respostas a esses problemas levam a uma miríade de problemas diferentes. A simples exposição da posição dos autores não deve ser controversa, porém, algo que vale ser tomado de nota é a seguinte questão, que de certa forma norteia esta pesquisa: Porque a lacuna histórica entre Hegel e a Filosofia contemporânea parece ser um problema para autores desta abordagem? A resposta simples é a seguinte: Não enxergar a relação entre as posições deste período abandonado e as respostas contemporâneas à pergunta “o que é a filosofia?” levaria a uma má compreensão tanto da Filosofia Contemporânea quanto deste período histórico e seria o equivalente a assumir que o pensamento contemporâneo surgiu do completo vazio deste abismo. Desta forma, esta apresentação terá como função demonstrar como, apesar do apagamento nos livros especializados, a tradição neo- -kantiana serve como elo perdido entre a tradição do Idealismo Alemão e a Filosofia Contemporânea. Palavras-chave: Idealismo; crise de identidade; neokantismo; filosofia alemã, filosofia contemporânea.

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