Rede de Saberes, Edição 2025

422 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Filosofia Autor(a): Ana Paula de Oliveira Coautor(es): Modalidade de Bolsa: Orientador(a): Marco Antônio Azevedo PERSONALIDADE, PESSOALIDADE E CONSCIÊNCIA: ESTUDO SOBRE A QUALIDADE DE VIDA E O OBJETIVO DA ATENÇÃO MÉDICA A PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS PROFUNDAS Introdução: O estudo investiga o bem-estar de crianças e adultos com transtornos profundos da consciência a partir das percepções de seus familiares. Consideramos que indivíduos com lesões neurológicas graves devem ser reconhecidos como pessoas e sua saúde e bem-estar devem ser o foco do atendimento, por isso, usamos como base teórica a saúde centrada na pessoa (SCP) - uma abordagem humanística que respeita a dimensão biopsicossocial do adoecimento. Contudo, não há consenso na literatura médica e filosófica sobre o conceito de “pessoa” (Loughlin, 2014), abrindo espaço para que pensadores como Singer, Kamm e McMahan sustentem que apenas seres com funções operacionais superiores ativas são pessoas. Dessa forma, a perda da consciência aumentaria esses indivíduos a organismos biologicamente vivos e o cuidado médico seria centrado apenas no “paciente”, e não mais na “pessoa”. No entanto, na prática clínica, esses indivíduos devem receber o mesmo respeito dispensado a qualquer ser humano, dotados dessas funções superiores ativas ou não. Andrade e Azevedo (2020) sugerem assumir esses pacientes efetivamente como “pessoas” as caracterizando como entes humanos vivos dotados de uma biografia humana, seja por autodeterminação, seja por respeito à história de vida destes indivíduos. Sendo assim, a perspectiva dos familiares se torna central na prática clínica, contribuindo para consensos mais respeitosos e menos arbitrários (Dall’Agnol, 2016). Por conseguinte, um elemento central para que possamos adjudicar tais opiniões é entender o que pensam os familiares sobre a saúde e a “qualidade” de vida dos seus entes que são incapazes de expressar seus desejos por conta das deficiências intelectuais profundas

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