Rede de Saberes, Edição 2025

435 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Filosofia Autor(a): Aline Barasuol Coautor(es): Modalidade de Bolsa: PIBIC Orientador(a): Inácio Helfer RECONHECIMENTO E O (RE)POSICIONAMENTO DA MULHER NA EXISTÊNCIA: UM DIÁLOGO ENTRE HEGEL E BEAUVOIR A tese que dá impulso para esta escrita filosófica emerge das reflexões acerca do processo de desenvolvimento da consciência de si e da teoria de reconhecimento de Geroge Wilhelm Friedrich Hegel, a partir da Fenomenologia do Espírito (2022), em diálogo com as proposições da filósofa Simone de Beauvoir, em O segundo sexo (2019). Ao aventurarmo-nos neste texto, buscamos expor que é a partir do processo de desenvolvimento da consciência de si, em interação e coexistência com os outros e com o mundo que conseguimos estabelecer um movimento de reconhecimento, segundo Hegel. Tal processo evidencia a condição do ser humano no mundo, seu estar em relação e a necessidade desta para seu processo de reconhecimento. Sendo assim, ao pensarmos o ser no mundo, com sustentação no existencialismo, é possível construir e projetar novas possibilidades de existência, o que passa também pelo processo de movimentação da consciência de si. Com isso, ao realçar a condição histórica-cultural da mulher em sociedades conservadoras e patriarcais, Beauvoir notabiliza que “Não se nasce mulher, torna-se”, indicando o processo e movimento de projeção e construção dos papeis e posicionamentos da mulher na existência. Logo, ampliando tais relações e reflexões, percebe-se uma viva conexão no que diz respeito a possibilidade de (re)posicionamento desse sujeito (neste caso a categoria mulher para Beauvoir) na existência, a partir e com o processo de reconhecimento e desenvolvimento da consciência de si. Tal argumento, caminha para uma perspectiva de libertação de papeis e posições determinadas por discursos narrativos essencialistas e de invisibilizações de existências que historicamente não são reconhecidas em seu ser no mundo, uma vez que o homem é o Ser Absoluto e a mulher o outro do homem (ou seja, como nos expõe assertivamente Beauvoir, o segundo sexo). Isso

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