Rede de Saberes, Edição 2025

449 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Sociais Aplicadas - Mestrado Profissional em Arquitetura e Urbanismo Autor(a): Ana Julia da Silva Coautor(es): Luiza Costa Ferreira da Silva, Maria Dupont Schwingel e Samantha Carvalho Modalidade de Bolsa: UNIBIC Orientador(a): Izabele Colusso DINÂMICAS DE EXPANSÃO URBANA NA REGIÃO METROPOLITANA DA SERRA GAÚCHA: VETORES DE CRESCIMENTO O crescimento urbano das cidades que compõem a Região Metropolitana da Serra Gaúcha (RMSG) ocorre de maneira desigual, condicionado por fatores físicos, estruturais e socioeconômicos. A forma como o território se expande está diretamente relacionada a elementos como relevo, rede hidrográfica, infraestrutura viária e diretrizes de planejamento. Compreender esses condicionantes é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e para a promoção de um crescimento urbano equilibrado e sustentável. Este trabalho tem como objetivo identificar os principais vetores de expansão urbana nas direções Norte, Sul, Leste e Oeste de 14 municípios da RMSG, analisando como se configuram as áreas de maior atratividade territorial e como determinados fatores limitam ou favorecem o crescimento em cada direção. A pesquisa também busca projetar o crescimento urbano futuro em três períodos: 2030, 2050 e 2070. A metodologia adotada envolve análise geoespacial por meio de imagens de satélite e dados topográficos, considerando as décadas de 1970, 1990 e 2010 como base histórica. O estudo incorpora o conceito de impedância — elementos naturais ou antrópicos que dificultam o crescimento — e realiza a redistribuição proporcional do potencial de expansão com base nesses fatores. O município de Antônio Prado foi utilizado como estudo de caso para detalhamento e validação da metodologia. As análises e representações gráficas foram desenvolvidas no software QGIS. Como resultado, observou-se que os vetores de crescimento não são simétricos, sendo fortemente influenciados por variáveis locais. Em cidades com relevo acidentado, o crescimento tende a ser mais restrito e concentrado, enquanto

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