Rede de Saberes, Edição 2025

480 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Sociais Aplicadas - Programa de Pós-Graduação em Design Autor(a): Isabel da Rocha Silveira Coautor(es): Modalidade de Bolsa: UNIBIC Orientador(a): Gustavo Daudt Fischer ANALISANDO VESTÍGIOS DA PUBLICIDADE ONLINE GAÚCHA Este estudo integra o projeto “Lab.Mem – Laboratório de Memória das/nas Mídias Online” (FAPERGs e CNPq), que mapeia arquivos antigos da publicidade brasileira para criar coleções online e debater a memória das mídias digitais. Minha principal contribuição foi a análise tecnocultural de 58 fragmentos de sites de agências e portais gaúchos (1998–2022), resgatados via Wayback Machine(https:// web.archive.org/), utilizando a metodologia de “escavação midiática” (LOPES; FISCHER, 2020), inspirada na arqueologia da mídia. As peças foram analisadas a partir de dez categorias: cor (três principais), duração em minutos, integridade do arquivo (grau de completude estrutural e visual dos elementos originais, como imagens e links), estado em porcentagem (proporção de componentes visíveis e funcionais), resolução em ppi (qualidade visual dos elementos gráficos), origem, escala de ruído em dB, nível de saturação, além de um comentário tecnocultural e três palavras-chave associadas. O foco deste resumo são as análises tecnoculturais, realizadas a partir de um roteiro fixo composto por quatro etapas: (1) contextualização histórica da peça; (2) exame do design gráfico digital, atentando ao layout, cores, tipografia e usabilidade; (3) leitura da linguagem e da comunicação, observando tom, discurso e formas de interação; e (4) avaliação do estado de preservação digital, incluindo a análise de imagens ausentes, uso de Flash, presença de pop-ups e responsividade. As análises evidenciam que, entre 1998 e 2008, predominava uma linguagem institucional e estética formal, com sites que buscavam transmitir autoridade por meio de composições simétricas, paletas neutras e tipografias sóbrias. A partir dos anos 2000, observa-se uma transição para abordagens mais visuais e expressivas, ainda que com falhas recorrentes de adaptação ao meio digital. Muitos fragmentos priori-

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