Rede de Saberes, Edição 2025

579 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Engenharias - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil Autor(a): Andreza dos Santos do Livramento Coautor(es): Modalidade de Bolsa: Ações Afirmativas - Prosuc/Capes Orientador(a): Feliciane Andrade Brehm ANÁLISE DA CROMATOGRAFIA DE PFEIFER COMO MÉTODO DE CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS DE DIFERENTES TIPOS DE COMPOSTAGEM Os resíduos orgânicos são comumente negligenciados, mesmo representando mais de 50% de todo resíduo que é gerado diariamente (SNIS, 2019). Enquanto há muitos estudos e estratégias voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos, os resíduos sólidos orgânicos (RSO) ainda recebem pouca atenção nas políticas públicas e na sua gestão. Recentemente, a prefeitura de Porto Alegre lançou uma nova Parceria Público Privada (PPP) para a gestão de resíduos sólidos urbanos, mas, surpreendentemente, só após sete anos de operação é que a proposta menciona estratégias para RSO. Pensar nos RSO é refletir sobre um ciclo vivo, conectado às leis da natureza. Malcon Ferdinand, em seu livro “Por uma ecologia decolonial”, destaca que a colonização quebrou o metabolismo natural, ao exportar nutrientes do campo para as cidades sem garantir sua recirculação. Essa ruptura empobreceu o solo e reduziu sua fertilidade, criando uma “ruptura irremediável no metabolismo” das leis da vida, como apontado por Marx. Assim, priorizar a compostagem de RSO para produzir composto orgânico que nutra o solo é uma prática de ecologia decolonial, que ajuda a restabelecer o equilíbrio entre sociedade e natureza. Muitas instituições não governamentais, hortas comunitárias e escolares já realizam compostagem (FAUPOA, 2025), mas muitas delas carecem de métodos acessíveis para monitorar a qualidade do composto orgânico produzido. Uma ferramenta promissora é a Cromatografia de Pfeiffer, um método simples, rápido e econômico que avalia a qualidade e saúde do solo e de compostos orgânicos (PINHEIRO, 2011). Por sua facilidade de uso e alta capacidade analítica, ela vem sendo adotada em alguns países para certificar produtos agroecológicos (TENÓRIO et al., 2011). A técnica consiste em misturar 5g da

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