88 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Biológicas - Programa de Pós-Graduação em Biologia Autor(a): Amanda da Silva Paim Coautor(es): Carolina de Abreu Caberlon Modalidade de Bolsa: Orientador(a): Alexandro Marques Tozetti NOVO REGISTRO DE SPHAENORHYNCHUS CARAMASCHII (ANURA: HYLIDAE) EM NOVO HAMBURGO (RS): AMPLIAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO E IMPLICAÇÕES PARA CONSERVAÇÃO Sphaenorhynchus caramaschii é uma espécie de anuro arborícola endêmica da Mata Atlântica brasileira, descrita por Toledo et al. (2007). Diferencia-se morfologicamente de Sphaenorhynchus surdus por apresentar coloração verde mais vibrante, extremidade da cabeça delgada, membranas interdigitais desenvolvidas e, principalmente, por sua vocalização mais longa e composta por múltiplas notas. A distribuição geográfica conhecida da espécie incluía registros nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e, mais recentemente, no litoral norte do Rio Grande do Sul, em áreas de Floresta Ombrófila Densa, como no município de Torres. Este estudo tem como objetivo relatar o primeiro registro confirmado de S. caramaschii para o interior do Rio Grande do Sul, representando uma importante ampliação para o oeste da distribuição da espécie. O registro ocorreu entre os meses de fevereiro e abril por meio de busca ativa e gravações da vocalização realizadas de 15 em 15 dias, durante atividade de campo no Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet (CEAES), localizado em Lomba Grande, zona rural de Novo Hamburgo (29 44′23″S, 51 03′07″W), a 183 m de altitude. Diversos indivíduos foram observados vocalizando sobre macrófitas em um açude inserido em Área de Preservação Permanente (APP). Foram obtidos registros fotográficos e sonoros, depositados como vouchers no ZUEC-PIC (1211) e FNJV (124934), respectivamente. A vocalização coincidiu com os parâmetros descritos para a espécie, confirmando a identificação. Este registro representa o primeiro para a bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, inserida em zona de transição entre os biomas Mata Atlântica e Pampa. A espécie está catalogada como quase ameaçada (NT) no estado do RS de acordo com a SEMA (2014), e por isso, este registro é de extrema importância para a conservação da espécie.
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