Rede de Saberes, Edição 2025

92 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre de categoria etária e sexo indeterminados (n = 61). Foram registrados 42 machos e apenas 19 fêmeas, indicando uma proporção sexual significativamente diferente do esperado de 1:1 (p<0,05). A quantidade de registros entre as estações do ano e as regiões também foi estatisticamente diferente, com maior número de encalhes no verão e primavera, e a região com maior ocorrência foi no nordeste do Brasil (n = 94). A idade cronológica de 20 cachalotes coletados no nordeste e sul do Brasil e no litoral da Argentina foi determinada, indicando que a amostra possuía idades variando entre 22 e 107 anos (média = 50,06), sendo todos adultos. A idade máxima registrada no presente estudo foi de 107 anos para uma fêmea que encalhou no Ceará/BR em 2006 e 91 anos para um macho encontrado no Rio Grande do Sul/BR em 2010. Estes são possivelmente os indivíduos mais longevos de cachalote já registrados na costa do ASO. No litoral da Argentina a predominância foi de machos adultos e a distribuição foi uniforme entre as estações do ano. Estudos prévios analisaram os encalhes de cachalotes para o Brasil entre 1991 e 2016, e sugeriram um período de nascimento diferente entre as populações da espécie na região: entre junho e setembro para a do norte e nordeste, e entre novembro e fevereiro para a do sudeste e sul. Os resultados deste estudo foram similares a trabalhos anteriores, e sugerem concentrações sazonais da espécie em regiões diferentes do ASO. Esse padrão só pode ser observado a partir da análise de animais encalhados por meio de monitoramentos de praia a longo prazo, ressaltando a importância desse tipo de estudo para o conhecimento da biologia dos cetáceos. Palavras-chave: cetáceos; categoria etária; conservação; encalhes; Atlântico Sul Ocidental.

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