146 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre saúde atuantes na região do sudoeste goiano. A idade dos pacientes variou entre 21 e 64 anos, com IMC de 24 a 54,9 kg/m², com prevalência de hipertensão arterial (50%), DM-2 (33%) e dislipidemia (28%). A ingestão de micronutrientes foi insuficiente para toda a amostra sendo que apenas um paciente atingiu mais de 85% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de magnésio e nenhum atingiu 100% para qualquer micronutriente avaliado. Não teve associação significativa entre padrões alimentares e sexo. Além disso, apenas 44% dos pacientes afirmaram receber orientação nutricional, 50% faziam uso de algum suplemento, sendo que 83% destes relataram melhora percebida, com tempo de uso de 1 e 24 meses. A análise dos profissionais de saúde mostrou uma ampla variação nas práticas profissionais, sem protocolos padronizados para prescrição, via de administração ou avaliação da resposta à suplementação. As dosagens de micronutrientes mais solicitadas foram vitamina B12, vitamina D, ferro, ácido fólico, minerais magnésio e zinco e a avaliação da resposta após suplementação foi baseada, principalmente, em perfil lipídico, bem- -estar autorreferido e IMC. Em suma, pacientes com obesidade e/ ou síndrome metabólica podem apresentar deficiências significativas de magnésio, zinco e selênio, mesmo com excesso calórico. As diferenças nos padrões alimentares e perfis clínicos e a ausência de protocolos padronizados entre os profissionais da saúde, reforça a importância de estratégias nutricionais personalizadas e da capacitação contínua dos profissionais no cuidado desses pacientes. Palavras-chave: Obesidade; Micronutrientes; Suplementação; Síndrome metabólica; Profissionais da saúde.
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