Rede de Saberes, Edição 2025

178 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Introdução: Os transtornos depressivos incluem um escopo de condições, como o transtorno disruptivo de desregulação do humor, transtorno depressivo maior, transtorno depressivo persistente (distimia) entre outros. A semelhança entre esses diagnósticos está na sintomatologia de humor triste, sentimento de vazio, irritabilidade, alterações somáticas e cognitivas que afetam o indivíduo. Já a diferença entre eles encontra-se na duração, contexto ou etiologia (APA, 2014). Dentro desse escopo, o Transtorno Depressivo Maior (TDM) apresenta grandes impactos à saúde pública ao atingir 322 milhões de pessoas no mundo, o que significa em média 4,4% da população mundial. Estima-se que em 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo (OMS, 2015; 2017). O Brasil é considerado o país da América Latina com mais quadros depressivos acometendo cerca de 5,8% da população, sendo a prevalência mais alta do mundo (Da Silva & Camelo, 2022; OMS, 2017). O diagnóstico do TDM é realizado através de entrevistas clínicas e avaliação do estado mental (Cheung & Power, 2012; First et al., 2017). Para a operacionalização dessa avaliação, existem instrumentos disponíveis que auxiliam o clínico na melhor compreensão da sintomatologia depressiva e grau de sofrimento do paciente. Segundo o Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos (SATEPSI, 2022) desenvolvido pelo Conselho Federal de Psicologia, os testes favoráveis para mensurar depressão são o Inventário de Depressão de Beck (BDI II; Beck et al., 1961, no Brasil adaptado por Gomes-Oliveira et al., 2012) e as Escalas Batistas de Depressão versão infanto-juvenil (Grendene et al., 2018), adulto (Baptista & Gomes, 2011) e idoso (Baptista et al., 2019) construídas no Brasil. Esses instrumentos podem mensurar a depressão de forma muito particular focando em alguns conteúdos em detrimento de outros e, consequentemente, não abrangendo algumas dimensões do TDM. A EMAD busca avaliar o TDM em quatro domínios principais sendo eles, emocional, cognitivo, somático e interpessoal. Trata-se de um questionário de autorrelato composto por 52 itens que indicam como o indivíduo tem se sentido durante as últimas duas semanas. Cada item é composto por uma a cinco palavras que remetem a processos de depressão, como por exemplo, sentimentos e comportamentos. É uma escala do tipo likert de 5 pontos sendo 1 ‘nunca’ e 5 ‘sempre’. A EMAD é indicada para aplicação em adultos e idosos, não sendo

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