Rede de Saberes, Edição 2025

208 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências da Saúde - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Autor(a): Tiago Ismael Schneider Coautor(es): Henrique Yung Delbem, Gabriel da Silva Marques, Ronaldo da Rosa Witicoski Modalidade de Bolsa: PIBIC Orientador(a): Murilo Ricardo Zibetti MEDIAÇÃO SINTOMATOLÓGICA ENTRE RESILIÊNCIA E COMPORTAMENTOS DE RISCO Dados sugerem que estudantes de medicina apresentam alta incidência de sofrimento mental com a presença de problemas de sono, uso de substâncias e sentimento de sobrecarga, assim como uma alta prevalência de comportamentos de risco, como auto e heteroagressão. Altos níveis de resiliência poderiam ser um fator protetivo para a incidência de comportamentos de risco. Entretanto, carecem de evidências que considerem a sintomatologia de sofrimento mental sem risco apresentado para se investigar essa relação. A resiliência no Modelo Multissistêmico de Resiliência (MSMR), é definida como a capacidade de competência de enfrentamento e adaptação, alinhado à perspectiva do indivíduo frente a estressores que se tornaram barreiras em sua trajetória e sua recuperação, com uma concepção multidimensional e multissistêmica. Assim, o modelo divide resiliência em resiliência interna, a capacidade de lidar com dificuldades, priorizando tanto a saúde mental quanto física, resiliência externa, que referência a capacidade de identificar seu papel social nos ambientes que se insere, além de capacidades de enfrentamento, sendo a desenvoltura do indivíduo em agir perante dificuldades diárias, através da identificação e aprendizados ligados a suas dificuldades ou carências. Entretanto, carecem do papel mediador da sintomatologia geral, na relação entre resiliência e comportamentos de risco. Assim, o presente estudo objetiva investigar em que medida as queixas/sintomas mediam a relação entre resiliência e comportamentos de risco. Trata- -se de um estudo quantitativo, transversal, correlacional, com análise de mediação. Participaram, de forma online, 163 sujeitos, majoritariamente do gênero feminino (65,6%) e com idade média de 25,03 anos (DP=6,76), solteiras (57%), os quais responderam Questionário sociodemográfico e de saúde (QSS), Escala de resiliência (MS-

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