Rede de Saberes, Edição 2025

247 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências da Saúde - Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva Autor(a): Alice Kuhn Coautor(es): Michele Gabriela Schmidt, Paola Nunes da Costa, Letícia Pinto Dalla Valle, Natiely Karine Soares dos Santos, Irenildes Cândida de Oliveira Praxedes, Maria Teresa Anselmo Olinto, Juvenal Soares Dias da Costa, Vera Maria Vieira Paniz. Modalidade de Bolsa: PIBIC/CNPq. Orientador(a): Vera Maria Vieira Paniz CONSUMO DE PSICOFÁRMACOS BENZODIAZEPÍNICOS (CLONAZEPAM E LORAZEPAM) NA REGIÃO CENTRO-OESTE: ESTUDO ECOLÓGICO COMPARATIVO DA DOSE DIÁRIA DEFINIDA, 2014-2021 Introdução: Benzodiazepínicos (BZD) são psicofármacos utilizados no tratamento de transtornos de ansiedade, insônia e epilepsia, atuando como moduladores dos receptores GABA-A. Entre os mais prescritos estão o clonazepam e o lorazepam, de meia-vida longa e intermediária, respectivamente. Apesar da eficácia clínica, o uso prolongado está associado à dependência, tolerância e síndrome de abstinência, representando um desafio à saúde pública. Nas últimas décadas, diretrizes clínicas e políticas de saúde têm promovido estratégias de desprescrição e substituição por novas abordagens terapêuticas - antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina e, da Serotonina e Noradrenalina - como primeira linha para transtornos ansiosos. Nesse contexto, analisar padrões de consumo de psicofármacos torna-se relevante para subsidiar ações da vigilância sanitária e qualificar a assistência farmacêutica. Objetivo: Comparar o consumo dos psicofármacos benzodiazepínicos clonazepam e lorazepam na região Centro-Oeste do Brasil e acompanhar a tendência entre os anos de 2014 e 2021. Metodologia: Estudo ecológico e descritivo com dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados-SNGPC. A coleta dos psicofármacos considerou a dispensação das unidades farmacotécnicas (cápsulas e comprimidos), industrializadas, no período de 2014 e 2021. O consumo foi medido pela dose diária definida-DDD utilizando estimativas popu-

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