Rede de Saberes, Edição 2025

248 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre lacionais para indivíduos com 18+, do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde-DATASUS e a DDD padronizada de 1mg para efeito hipnosedativo do clonazepam. Conduziu-se análise estatística descritiva e de regressão de Prais-Winsten para a série temporal. As tendências observadas foram classificadas em crescentes, estáveis ou decrescentes, com intervalo de confiança de 95% e nível de significância de 5%. Resultados: A dispensação compreendeu 167.985.149 unidades farmacotécnicas de clonazepam e 21.036.550 de lorazepam. Comparando 2014 e 2021, observou-se redução da DDD, de 7,13 para 6,73 para o clonazepam e de 1,03 para 0,36 para o lorazepam. A análise de tendência revelou consumo estacionário para ambos os medicamentos, com coeficientes de dispensação de -28,69/1000 hab. 18+ para o clonazepam e -30,27/1000 hab. 18+ para o lorazepam. Conclusão: Os achados indicam tendência estacionária no consumo de clonazepam e lorazepam no Centro-Oeste do Brasil entre 2014 e 2021, com redução na DDD para ambos. Esse padrão pode refletir o impacto parcial de políticas de desprescrição e da adoção de outras farmacoterapias no manejo de transtornos ansiosos. A manutenção da estabilidade pode estar relacionada à persistência do uso prolongado, sobretudo em áreas com acesso limitado à saúde mental. E o maior consumo de clonazepam pode revelar preferências clínicas ou padrões regionais de prescrição. Tais resultados reforçam a importância do monitoramento e de análises farmacoepidemiológicas que orientem o uso racional de psicofármacos. Palavras-chave: Clonazepam. Lorazepam. Uso de medicamentos. Farmacoepidemiologia. Farmacovigilância.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjEzNzYz