Rede de Saberes, Edição 2025

438 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Filosofia Autor(a): Guilherme Rosa Coautor(es): Modalidade de Bolsa: PIBIC Orientador(a): Gabriel Ferreira da Silva SOMOS INTELIGENTES PORQUE EXECUTAMOS TAREFAS COMPLEXAS: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE RACIONALIDADE A PARTIR DO INFERENCIALISMO No dia 25 de maio de 2025 saiu uma notícia na Fortune sobre a fala polêmica do CEO do Duolingo, Luis von Ahnn, no qual ele afirmava que todo o ensino de seu aplicativo será realizado com Inteligência Artificial (IA), tal declaração e os resultados obtidos, atualmente, com uso de IAs, nos levam a questionar a nossa capacidade humana que, por muito tempo, foi usada como critério de distinção entre os humanos e os outros animais. Tal capacidade é comumente denominada “inteligência” ou “racionalidade”, e uma vez que IAs conseguem realizar muitas tarefas melhores que humanos, como jogar xadrez ou Go, surge o problema: será que IAs são inteligentes e é uma questão de tempo para que os humanos sejam substituídos por máquinas? Desse modo, o presente trabalho visa analisar o conceito de racionalidade do inferencialismo como uma resposta à questão “Inteligências Artificiais são inteligentes ou racionais?” e uma alternativa ao conceito de inteligência como execução de tarefas complexas. A metodologia do trabalho consiste em pesquisa bibliográfica. Sendo assim, a base para o problema da IA como um risco existencial à humanidade é o livro “Superintelligence” de Nick Bostron. A noção de inteligência como execução de tarefas complexas, surge do artigo seminal de Alan Turing “Computing Machinery and Intelligence”. No que tange ao conceito de racionalidade do inferencialismo, as referências principais são: o livro “Empirismo e filosofia da mente” de Wilfrid Sellars e “Articulating Reasons: an introduction to inferentialism” de Robert B. Brandom. Isto posto, a conclusão do trabalho é que IAs não são inteligentes ou racionais, pois é requisito usar conceitos numa rede inferencial, isto é, estar no espaço lógico de razões. Palavras-chave: Inteligência-Artificial; Racionalidade; Inferencialismo; Turing; Brandom

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