Rede de Saberes, Edição 2025

511 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Sociais Aplicadas - Programa de Pós-Graduação em Direito Autor(a): Luiz Carlos Reis Alvarez Coautor(es): Modalidade de Bolsa: UNIBIC Orientador(a): Gerson Neves Pinto BIOÉTICA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS: REFLEXÕES SOBRE JUSTIÇA INTERGERACIONAL E RESPONSABILIDADE ÉTICA As mudanças climáticas impõem desafios éticos inéditos ao ameaçarem a vida humana e não humana em escala global. Tais transformações, intensificadas no contexto do Antropoceno, exigem da bioética uma ampliação de escopo que transcenda os dilemas biomédicos tradicionais e considere responsabilidades coletivas, ambientais e intergeracionais. Este trabalho analisa como a bioética pode fundamentar respostas éticas à crise climática, a partir das perspectivas da bioética global, de intervenção e de proteção. O problema central a ser abordado é a urgência de desenvolver um arcabouço bioético robusto capaz de lidar com a complexidade das mudanças climáticas, que impactam desproporcionalmente populações vulneráveis e futuras gerações. O objetivo deste trabalho é analisar como as correntes da bioética global, interventiva e de proteção oferecem fundamentos conceituais para abordar as mudanças climáticas, focando na justiça intergeracional e na responsabilidade ética coletiva. Busca-se demonstrar como a bioética pode expandir seu escopo para influenciar concretamente a evolução dos processos societários e a preservação do equilíbrio ambiental. A metodologia empregada consiste em uma revisão bibliográfica crítica de textos fundamentais da bioética que discutem suas origens, evolução e aplicações em contextos globais. Além disso, será analisada a Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos da UNESCO (2005), que incorpora temas sociais e ambientais, como a proteção da biosfera e biodiversidade e a responsabilidade social e saúde pública, redefinindo a agenda bioética para o século XXI. Com resultados parciais demonstra-se que a abordagem das mudanças climáticas exige que a bioética adote uma perspectiva que transcenda o individualismo e os limites da

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