Rede de Saberes, Edição 2025

68 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Biológicas - Programa de Pós-Graduação em Biologia1 Autor(a): Julia Auth Coautor(es): Victória Deecken Becker; Luísa Mattuella Frá Modalidade de Bolsa: ITI A - A Orientador(a): Maria Virgínia Petry BIOACUMULAÇÃO DE MICROPLÁSTICOS EM AVES MARINHAS: ANÁLISE DE FÍGADOS E RINS DE CALONECTRIS BOREALIS NO LITORAL SUL DO BRASIL O aumento da poluição plástica nos oceanos tem despertado preocupações quanto aos seus impactos ecológicos. Os resíduos chegam aos oceanos através dos sistemas de drenagem e sofrem uma série de processos causados por fatores externos como fotodegradação, hidrólise e degradação termo-oxidativa, resultando na deterioração do plástico e na fragmentação dos macroplásticos (20 a 100 mm) em partículas menores, denominadas microplásticos (<5 mm). As aves marinhas, especialmente os Procellariiformes, são altamente vulneráveis à ingestão de plástico, seja pelo consumo de presas contaminadas ou fragmentos dispersos na coluna d’água que são confundidos com alimento. Os resíduos se acumulam nos órgãos, comprometendo sua função e podendo causar obstrução no trato digestório. Além disso, os microplásticos podem conter elementos-tóxicos presentes em sua composição, além de Poluentes Orgânicos Persistentes adsorvidos na superfície dos fragmentos, que tem potencial de causar distúrbios no metabolismo e problemas reprodutivos. Diante deste cenário, o objetivo do estudo foi investigar a presença de microplásticos em fígados e rins de aves da espécie Calonectris borealis encontradas no litoral sul do Brasil. Foi realizada a análise das carcaças de indivíduos juvenis coletados no ano de 2024, entre Balneário Pinhal e Mostardas, no litoral médio do Rio Grande do Sul. As amostras foram digeridas com solução alcalina com 10% de KOH em água ultrapura filtrada e mantidas em estufa a 40 C por 48 h. Após digestão, foram filtradas a vácuo em filtro Millipore de microfibra de vidro (0,2–0,6 µm). As partículas foram analisadas em estereomicroscópio 1 Ornitologia

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