Rede de Saberes, Edição 2025

69 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre com câmera acoplada e categorizadas por tipo, cor e tamanho. Utilizaram-se dois brancos de ar e um de órgão por amostra para controle de contaminação. No total, foram triadas nove amostras de fígado e rim. Todos os organismos analisados apresentaram microplásticos em pelo menos um dos órgãos, com média geral de 3,89 partículas por amostra, a maior quantidade encontrada foi de 12 partículas enquanto menor foi de um. A maioria dos itens era do tipo fibra/ fio (66%), seguidos de fragmentos (34%). As cores predominantes foram preto/cinza (46,88%) e branco/transparente (25%). As partículas apresentaram tamanho entre 0,11 mm e 4,7 mm (1,5 ± 1,02 mm). No fígado, foram identificadas 25 partículas, com predominância de fibras na coloração preta/cinza. Nos rins, foram detectadas sete partículas, com predominância também de fibras e cores variadas. Os resultados evidenciam o potencial de bioacumulação de microplásticos em tecidos internos das aves, reforçando o papel dos Procellariiformes como bioindicadores da poluição marinha. Os estudos sobre a contaminação plástica e a coleta de dados contribuem com a compreensão de como a poluição plástica afeta os predadores de topo das cadeias tróficas nos ecossistemas marinhos, mostrando urgências na elaboração de planos para a mitigação e estratégias de ação para a conservação das espécies marinhas.

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