Rede de Saberes, Edição 2025

744 MINHA PESQUISA EM 180 SEGUNDOS De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre per capita apresentou associação limítrofe (p=0,054) na análise descritiva, com prevalências variando de 17,9% (IC95% 7,5-33,5) para aqueles com renda ≥ 400,00 reais, até 35,7% (IC95% 21,5-52,0) para o grupo com renda ≤ 234,00 reais, reforçando a relação entre vulnerabilidade econômica e insegurança alimentar. Além dos fatores econômicos, destacou-se a forte relação entre insegurança alimentar e saúde emocional, onde indivíduos com sofrimento psicológico moderado ou severo apresentaram risco três vezes maior de vivenciar insegurança alimentar em comparação às demais. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os territórios alagado e não alagado. Este resultado pode ser explicado pela homogeneidade socieconômica da amostra e pelo tempo transcorrido entre o desastre e a coleta de dados, uma vez que a EBIA considera apenas os três meses anteriores a entrevista. Ainda assim, os achados indicam que a insegurança alimentar é determinada por fatores estruturais que se intensificam em contextos de emergência climática. O presente estudo busca investigar e documentar os danos provocados por um evento climático extremo na Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF), analisando seus determinantes socioeconômicos, nutricionais e psicossociais. Os resultados parciais apresentados, revelam elevada prevalência de insegurança alimentar na população estudada, evidenciando que, mesmo em um contexto de políticas de transferência de renda, persistem barreiras significativas a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). A análise dos determinantes demonstrou associação robusta entre sofrimento psicológico moderado ou severo e insegurança alimentar, aumentando em três vezes mais a prevalência do desfecho. Além disso, verificou-se elevado número de participantes com sobrepeso e obesidade, possivelmente relacionada a escolhas alimentares de baixa qualidade, caracterizadas por um maior consumo de produtos ultraprocessados e baixa ingestão de alimentos in natura e minimamente processados. O PBF, ao garantir uma renda mínima regular, desempenha um papel importante na redução da insegurança alimentar, contribuindo para manter o consumo de alimentos e mitigar desigualda-

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